O senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou, nesta segunda-feira (1º), propostas de redução da jornada de trabalho e defendeu a flexibilização das relações entre empregadores e empregados. O parlamentar argumentou que a legislação precisa acompanhar as transformações tecnológicas e as diferentes realidades do mercado, permitindo que a carga horária seja definida por negociação entre patrões, trabalhadores e sindicatos.
— A CLT é de Getúlio Vargas. Não tem lógica a gente colocar como parâmetro a CLT de 1943. As pessoas têm que acordar, têm que ver que o mundo mudou e colocar de acordo com a realidade — declarou.
O senador defendeu ainda a ampliação do teletrabalho em atividades compatíveis com o modelo remoto. A modalidade poderia aumentar a produtividade e reduzir o tempo gasto pelos trabalhadores em deslocamentos diários.
— Vamos prestigiar aquelas atividades em que dá para trabalhar de teletrabalho, remoto, porque hoje o cara sai de casa, leva duas horas para chegar no trabalho e lá ele faz a burocracia pelo computador. Muitas vezes, conferência virtual com procuradores ou outros servidores, e podia estar em casa fazendo a mesma coisa — afirmou.
Izalci também desaprovou medidas econômicas do governo federal, como a redução da tributação sobre importações de produtos de até US$ 50. Ele defendeu que a iniciativa prejudica empresas brasileiras e aumenta a dívida pública e os prejuízos de estatais.
Lurya Rocha, sob supervisão de Dante Accioly.
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