A Justiça do Trabalho registrou 1,2 milhão de reclamações envolvendo contratos de pessoa jurídica (PJ) entre 2020 e 2025, de acordo com dados apresentados em debate promovido pela FecomercioSP. O debate destacou a recorrente dificuldade das empresas contratantes em comprovar, documentalmente, a natureza comercial da relação com os prestadores.
Um levantamento conduzido com 300 empresas contratantes entre 2024 e 2025 identificou que 93% apresentaram falha em pelo menos um dos três critérios avaliados pelos tribunais para diferenciar prestação de serviço de vínculo empregatício: contrato com escopo de entrega definido, registro periódico de entregas vinculado ao contrato e pagamento condicionado à nota fiscal emitida pelo prestador.
Conforme o artigo 3º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), os tribunais analisam esses três elementos para decidir sobre a existência de vínculo. Quando os três são apresentados de forma consistente, a relação permanece como comercial. A ausência de qualquer deles pode levar à reclassificação como relação de emprego.
Fábio Rodrigues, especialista em gestão operacional de prestadores PJ com 22 anos de experiência em consultoria e fundador da Managefy, plataforma de gestão de prestadores PJ para empresas, explica que a maioria das empresas ainda utiliza e-mail, planilhas ou sistemas adaptados ao regime CLT, o que impede a geração da documentação exigida. "O contrato PJ é legítimo. O que falta é processo para produzir a documentação que comprova essa legitimidade", afirma Rodrigues.
Plataformas dedicadas ao ciclo PJ integram cadastro, contrato, emissão de nota fiscal, pagamento e compliance em um fluxo único, produzindo a trilha documental necessária sem aumento de carga operacional. Essa diferença é estrutural, não de intenção, segundo o levantamento.
O tema ganhou destaque com o Tema 1389, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que discute a licitude da contratação de pessoa jurídica e o ônus da prova em casos de fraude. Em abril de 2025, o ministro Gilmar Mendes suspendeu nacionalmente todos os processos relacionados ao tema. Em fevereiro de 2026, o Ministério Público Federal emitiu parecer favorável à pejotização, defendendo a constitucionalidade de contratos alternativos à relação de emprego. A decisão final ainda está pendente e terá efeito vinculante para todos os tribunais.
Independentemente do desfecho no STF, os critérios documentais permanecem inalterados. Empresas que estruturam seus processos para gerar contrato com escopo definido, registrar entregas e vincular pagamento à nota fiscal atendem aos requisitos legais antes de precisar apresentá-los em juízo.
Website: https://www.managefy.com.br
Economia TCU recomenda análise de alternativas à caducidade da Enel em SP
Economia Gisele Abrahão põe o turismo no centro do debate econômico
Economia Franquias brasileiras aceleram avanço nos EUA em 2026
Economia Comprar empresa pronta ganha espaço entre empreendedores
Economia Paisagismo ganha espaço em projetos imobiliários
Economia Captação de alunos vai além dos anúncios, diz especialista Mín. 21° Máx. 42°
Mín. 28° Máx. 44°
Tempo limpoMín. 31° Máx. 44°
Tempo nublado
Naime Márcio Martins Moraes A fraude da República brasileira: poder para elite e quem paga a conta é o povo
Léo Bortolin Vitória para Mato Grosso. Conquista para o Brasil!
Paula Calil Um ano de responsabilidade, diálogo e transparência à frente da Câmara de Cuiabá
Giovanna Burton Suspensão de processos de atraso e cancelamento de voo: o dever de indenizar está em risco?