O avanço de terapias baseadas em peptídeos começa a ganhar relevância no Brasil, acompanhando uma tendência internacional voltada à medicina de precisão, apontada por estudo publicado no SciElo Brasil. Essas substâncias, formadas por cadeias curtas de aminoácidos, atuam como sinalizadores biológicos capazes de interferir em funções específicas do organismo, como metabolismo, regeneração celular e regulação hormonal.
A popularização de medicamentos injetáveis para emagrecimento, conhecidos como "canetas emagrecedoras", aumentou a visibilidade do tema. Uma pesquisa publicada no New England Journal of Medicine demonstrou resultados significativos da semaglutida no tratamento da obesidade, consolidando os agonistas de GLP‑1 como tendência da medicina metabólica.
Entre os compostos estudados internacionalmente, destacam‑se o NAD⁺ (nicotinamida adenina dinucleotídeo) e o GHK‑Cu. O NAD⁺, coenzima presente em todas as células, participa da produção de energia e do reparo de DNA, com níveis reduzidos durante o envelhecimento. O GHK‑Cu, complexo de cobre ligado ao peptídeo GHK, tem sido investigado por seu potencial de regeneração tecidual, estímulo à síntese de colágeno e modulação inflamatória.
Pesquisas publicadas na revista Cell Metabolism apontam que o NAD⁺ está associado ao envelhecimento celular, ao metabolismo energético e ao reparo de DNA, reforçando seu papel em estratégias de longevidade e desempenho metabólico.
"Os peptídeos não substituem os pilares básicos da saúde", afirma o médico Joaquim Menezes, especialista em emagrecimento e longevidade, criador da Clínica O3 em São Bernardo do Campo e cofundador do Instituto Evolution em Alphaville. Menezes ressalta que essas substâncias devem ser inseridas em uma abordagem clínica ampla, que inclui alimentação adequada, sono regular, controle do estresse e equilíbrio hormonal.
No Brasil, a expansão das terapias com peptídeos ocorre paralelamente ao debate científico e regulatório sobre segurança, eficácia e critérios de indicação. Autoridades de saúde têm avaliado protocolos clínicos e requisitos de aprovação, enquanto o mercado observa crescente demanda por tratamentos personalizados focados em prevenção, longevidade, desempenho físico e saúde metabólica.
Especialista e estudioso na prescrição desse tipo de medicamentos, o Dr. Joaquim Menezes acredita que a medicina de precisão ganhará relevância nos próximos anos, acompanhando a transformação global na compreensão da saúde, do envelhecimento e da qualidade de vida. A integração de peptídeos com estratégias de estilo de vida e a consolidação de marcos regulatórios deverão definir o ritmo de adoção desses recursos no sistema de saúde brasileiro.
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