As cooperativas de crédito têm ampliado de forma contínua sua participação no sistema financeiro brasileiro, consolidando-se como instituições relevantes em um ambiente marcado por juros elevados, maior rigor regulatório e busca por estabilidade institucional. Dados do Banco Central do Brasil mostram que o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) encerrou 2024 com R$ 885 bilhões em ativos, crescimento de 21,1% em relação ao ano anterior, superando a média de expansão do Sistema Financeiro Nacional (SFN), conforme o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo 2024.
De acordo com o mesmo levantamento oficial, as cooperativas de crédito somaram R$ 529,7 bilhões em operações de crédito e R$ 708 bilhões em captações em 2024, mantendo índices de capital considerados adequados pela autoridade monetária, mesmo diante de um cenário de maior risco de crédito.
Além da expansão financeira, o cooperativismo de crédito se destaca pela capilaridade territorial. As cooperativas estão presentes em 58% dos municípios brasileiros e, em 469 cidades, são a única instituição financeira com atendimento presencial, segundo dados consolidados pelo Banco Central do Brasil.
O crescimento do setor está associado à atuação dos sistemas cooperativos nacionais. O Sistema Sicoob, por exemplo, reúne centenas de cooperativas singulares e está presente em mais de 2,4 mil municípios brasileiros, combinando escala nacional com gestão descentralizada.
Inserido nesse contexto, o Sicoob Credicom completa 34 anos de atuação em 2026. Autorizada e supervisionada pelo Banco Central, a cooperativa encerrou 2025 com R$ 9.68 bilhões em ativos e uma base superior a 133 mil cooperados, conforme dados divulgados em balanços públicos e reportagens especializadas.
Em relação ao resultado do exercício de 2025, a cooperativa informou que irá distribuir R$ 209 milhões em sobras, amplamente conhecido como "cashback", aos cooperados em 2026. No modelo cooperativista, estas sobras representam a devolução proporcional dos resultados aos associados, conforme previsto na legislação do setor.
Para o presidente da cooperativa, Dr. João Augusto Oliveira Fernandes, os indicadores refletem características estruturais do cooperativismo de crédito: "O desempenho das cooperativas de crédito ao longo do tempo mostra que a combinação entre gestão prudente, proximidade com os cooperados e observância às regras do sistema financeiro contribui para a sustentabilidade dessas instituições, inclusive em contextos econômicos mais desafiadores".
Com crescimento consistente, supervisão regulatória e presença territorial ampliada, as cooperativas de crédito seguem ganhando relevância na estrutura do sistema financeiro brasileiro, ampliando sua participação de forma gradual e acompanhando as transformações do mercado.
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