Minas Gerais possui cerca de 2,3 milhões de hectares de florestas plantadas, o equivalente a aproximadamente 22% da base nacional, distribuídos em 94% dos municípios. Paralelamente, o setor conserva mais de 1,3 milhão de hectares de vegetação nativa, área semelhante à ocupada pela cultura do café no estado.
"As florestas plantadas são hoje a maior cultura agrícola de Minas Gerais. E o mais interessante é o quanto o setor preserva. Ele não só produz, mas conserva em escala significativa, mostrando que é possível crescer com responsabilidade ambiental", afirma o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes.
O setor também está presente em mais de 814 municípios mineiros, com impacto na economia regional e participação de pequenos e médios produtores, que representam cerca de 50% da base florestal. "Somos um dos maiores pilares do agro mineiro e brasileiro, mas ainda precisamos deixar de ser tão tímidos. Se a madeira é o futuro, precisamos valorizar quem produz, quem está no campo e impulsiona essa cadeia. É fundamental avançarmos juntos, com união entre os setores, para garantir reconhecimento e protagonismo", enfatiza o presidente do Sistema Faemg/Senar, Antônio Pitangui.
Evento carbono neutro marca 50 anos e nova gestão
Nesse contexto, a Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) realizou, no dia 16 de abril, em Belo Horizonte, evento em comemoração aos 50 anos de atuação, com a posse do Conselho Deliberativo para o período 2026-2030.
A cerimônia contou com a posse de Júlio Ribeiro, CEO da Cenibra, como presidente do Conselho Deliberativo. Adriana Maugeri permanece como presidente-executiva da entidade. O encontro foi estruturado como evento carbono neutro, com a mensuração, redução e compensação das emissões de gases de efeito estufa (GEE).
"A gente construiu, ao longo desses anos, uma prova concreta de que é possível produzir muito e conservar muito ao mesmo tempo. Esse é o desenvolvimento sustentável que queremos para o país. O setor florestal está presente em mais de 814 municípios mineiros, levando desenvolvimento econômico e aquecimento da economia regional a praticamente todo o estado, ao mesmo tempo que é a atividade produtiva que mais conserva vegetação nativa em todo Estado", reforça Adriana Maugeri.
Ao assumir a presidência do Conselho, Júlio Ribeiro destaca a continuidade da atuação institucional. "Recebo essa responsabilidade com a convicção de que este é um momento de dar continuidade a uma trajetória sólida. Precisamos mostrar ao mundo que nossas florestas são parte da solução, não apenas um ativo produtivo, mas um modelo sustentável que alia eficiência, conservação e inovação. Para cada 60 hectares de florestas plantadas, conservamos 40 hectares de vegetação nativa. É o dobro do exigido por um dos códigos florestais mais rigorosos do mundo. Isso mostra que produção e preservação caminham juntas", declara.
Durante o evento, também foram apresentadas perspectivas para a economia de baixo carbono. "As florestas plantadas, somadas às áreas conservadas, já são capazes de neutralizar as emissões de carbono de Minas Gerais. Isso nos coloca em uma posição estratégica no cenário global de transição energética e soluções baseadas na natureza", identifica Adriana Maugeri. "O futuro é feito de madeira. É um dos principais materiais que vão substituir fontes fósseis no mundo, e Minas tem todas as condições para ser protagonista nesse processo", completa.
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