O avanço acelerado da inteligência artificial (IA) transforma o mercado de trabalho no Brasil, impulsionando a demanda por profissionais com habilidades digitais e analíticas. Neste contexto, a tecnologia se consolida menos como uma ameaça e mais como um vetor de desenvolvimento e empregabilidade.
Segundo a Experis, marca de tecnologia do ManpowerGroup, as empresas têm buscado perfis que vão além do domínio técnico, com capacidade de aplicar a IA de forma estratégica e responsável no dia a dia. Essa mudança reflete uma transição no perfil profissional demandado, em que habilidades comportamentais e analíticas ganham protagonismo ao lado do conhecimento técnico.
"Não se trata apenas de programar ou operar plataformas de IA. As organizações valorizam profissionais que podem interpretar resultados, questionar informações, trabalhar com dados e atuar de forma colaborativa em equipes multidisciplinares", afirma Stefani Pereira, coordenadora de recrutamento e seleção na Experis.
O Guia para Implementação de IA, da Experis, também reforça a importância do protagonismo dos profissionais em seu próprio desenvolvimento. A atualização constante, o aprendizado prático e a compreensão do funcionamento da tecnologia são fatores determinantes para a permanência e evolução no mercado de trabalho.
Segundo Stefani, o avanço da IA também impacta funções não técnicas. "Áreas como recursos humanos, marketing, finanças e vendas já incorporam a IA em seus processos. Profissionais que compreendem essas ferramentas e sabem utilizá-las como apoio ao trabalho ganham vantagem competitiva", destaca. A tendência é que esse movimento se intensifique à medida que a tecnologia se torne mais acessível e integrada às rotinas corporativas.
Sob a ótica do talento, a orientação é encarar a IA como aliada no fortalecimento de competências humanas, como pensamento crítico, criatividade e tomada de decisão. Essas habilidades passam a ser ainda mais valorizadas em um ambiente onde a automação assume tarefas operacionais.
"A IA não substitui o talento, mas redefine seu papel. Profissionais que investem em aprendizado e adaptação tendem a ocupar posições de destaque no futuro do trabalho", conclui a coordenadora.
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