Reduzir o consumo de água é um dos desafios do setor de mineração no Brasil. No contexto do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, a discussão sobre eficiência hídrica ganha relevância em uma atividade que, embora represente menos de 1% do consumo nacional, pode gerar impactos significativos nas regiões onde atua. Nesse cenário, tecnologias como o empilhamento a seco avançam como alternativa para reduzir a dependência de captação e ampliar a segurança operacional.
O método elimina a necessidade de barragens convencionais para disposição de rejeitos. A técnica permite a desidratação do material e sua organização em pilhas compactadas, o que diminui de forma significativa a demanda hídrica no beneficiamento mineral e mitiga riscos associados a estruturas tradicionais.
Um exemplo é a Cedro Mineração, em que essa diretriz se traduz em práticas concretas. Na Mina do Gama, em Nova Lima (MG), a empresa implementou um sistema de reaproveitamento que permite o reuso de 85% do volume utilizado no processo produtivo. A iniciativa reduz a captação em fontes naturais e reforça o compromisso com a preservação dos mananciais locais.
Além do processo principal, a gestão hídrica se estende a outras frentes operacionais. Na mesma unidade, quase 90% do volume utilizado para controle de poeira vêm de reúso, incluindo parte proveniente de efluentes tratados, o que amplia o aproveitamento interno dos recursos disponíveis.
A estratégia também envolve investimentos em tecnologia para viabilizar esse modelo. A empresa destinou cerca de R$ 30 milhões à implantação de filtros prensa, que permitem a retirada da umidade dos rejeitos e sua destinação sem uso de barragens, integrando desempenho operacional e eficiência ambiental.
Além do reaproveitamento, o empilhamento a seco integra uma estratégia mais ampla de eficiência hídrica, alinhada a diretrizes internacionais de sustentabilidade. Segundo a United Nations, a gestão responsável desse recurso é um dos pilares para o desenvolvimento sustentável e para a redução de impactos ambientais em atividades industriais.
"A eficiência no uso da água deixou de ser um diferencial e passou a ser uma responsabilidade. O empilhamento a seco e o reaproveitamento hídrico mostram que é possível produzir com mais segurança e respeito ao meio ambiente", afirma Lucas Kallas, presidente do Conselho Cedro Participações.
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