Com a inteligência artificial (IA) ganhando cada vez mais importância, o governo federal prevê investir R$ 13,79 bilhões no uso dessa tecnologia para fins de inovação empresarial. O montante, vindo de recursos privados e públicos, tem o objetivo de posicionar o país como polo global de desenvolvimento e uso de IA.
De acordo com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBAI), o eixo de inovação empresarial inclui o aprimoramento das cadeias agroindustriais, o fortalecimento do complexo industrial da saúde, o desenvolvimento de infraestruturas sustentáveis, o avanço da bioeconomia e descarbonização e o reforço das tecnologias para soberania e defesa nacional.
Daniel Parra Moreno, CEO da DPARRA Tecnologia, afirma que o PBAI evidencia algo sentido nas empresas: a IA já está trazendo grandes impactos sobre investimentos, infraestrutura, regulação, competitividade e modelos de negócios. Consequentemente, ela deixou de ser apenas uma tendência ou um diferencial.
"No Brasil, especialmente nos últimos dois anos, a IA passou a influenciar diretamente decisões estratégicas porque ela permite analisar volumes massivos de dados em tempo real, identificar padrões de comportamento e antecipar cenários de mercado com muito mais precisão", diz Daniel Parra."Isso faz com que a tomada de decisão deixe de ser baseada apenas em intuição ou histórico e passe a ser orientada por dados. "Hoje, empresas que utilizam IA conseguem otimizar processos, reduzir custos e responder mais rapidamente às mudanças do mercado. Esse movimento fez com que a tecnologia deixasse de ser vista como inovação experimental e passasse a ser tratada como infraestrutura estratégica para crescimento e competitividade", complementa o executivo.O fenômeno apontado por Daniel Parra tem ocorrido no mundo inteiro: em 2023, 55% das empresas usavam IA, número que cresceu para 72% em 2024. O dado é de uma pesquisa da McKinsey divulgada pela CNN Brasil.
Ele explica que os impactos disso podem ser vistos em três frentes principais. A primeira é nos investimentos, com as empresas direcionando cada vez mais recursos para automação inteligente, análise de dados e plataformas baseadas em IA.
A segunda frente é o planejamento estratégico, com a IA simulando cenários, prevendo tendências de consumo e identificando oportunidades antes da concorrência. Isso reduz riscos e melhora a qualidade das decisões estratégicas, afirma Daniel Parra.
"Já na eficiência operacional, a tecnologia tem permitido automatizar tarefas repetitivas, melhorar processos logísticos, otimizar atendimento ao cliente e diminuir erros operacionais. Em muitos casos, empresas conseguem aumentar produtividade sem necessariamente ampliar suas equipes, apenas utilizando tecnologia de forma mais inteligente", pontua o CEO da DPARRA.
Ele alerta, no entanto, que adotar IA nos negócios não se resume a implementar uma ferramenta ou plataforma. É necessário pensar na infraestrutura tecnológica, descrita como a base de qualquer estratégia de inteligência artificial.
Segundo o especialista em tecnologia, sem dados estruturados, sistemas integrados e capacidade computacional adequada, a IA simplesmente não consegue gerar valor real para o negócio. Logo, as empresas precisam se planejar para ter também ambientes seguros de armazenamento de dados, capacidade de processamento em nuvem ou híbrida, integração entre diferentes sistemas e, principalmente, governança sobre os dados utilizados.
Quando essa infraestrutura está bem estruturada, a IA consegue operar com mais precisão, gerar insights confiáveis e escalar soluções dentro da organização. Para que isso ocorra, porém, é comum que as empresas enfrentem alguns obstáculos, avalia Daniel Parra.
"O primeiro obstáculo é a fragmentação tecnológica. Muitas companhias possuem sistemas antigos, pouco integrados entre si, o que dificulta o uso eficiente dos dados. Outro desafio importante é a falta de profissionais especializados. Estruturar ambientes de dados, implementar modelos de inteligência artificial e manter infraestrutura segura exige conhecimento técnico altamente qualificado, algo que ainda é escasso no mercado", detalha o executivo.
Também existe o fator cultural. Algumas organizações ainda enxergam a tecnologia como custo, e não como investimento estratégico. Isso atrasa decisões importantes e impede que a empresa evolua em ritmo compatível com as transformações digitais que estão acontecendo globalmente, acrescenta.
"A terceirização surge como uma estratégia inteligente porque permite que as empresas tenham acesso rápido a especialistas, infraestrutura e metodologias já testadas no mercado, sem precisar construir tudo internamente desde o início", informa ele.
Em vez de estruturar equipes, plataformas e processos por conta própria, há negócios que optam por parceiros tecnológicos que já possuem experiência em implementação de soluções de IA, segurança da informação e integração de sistemas.
"Contar com parceiros especializados traz vantagens como a redução de riscos, menor tempo de implantação e permite que a empresa foque no que realmente importa: aplicar a tecnologia para gerar valor ao negócio, melhorar produtos, serviços e experiência do cliente", sintetiza Daniel Parra.
Para saber mais, basta acessar o site da DPARRA: https://www.dparra.com.br/
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