Em 14 de março o Brasil celebra o Dia Nacional dos Animais. Mais do que uma data simbólica, a ocasião convida à reflexão sobre a forma como tratamos aqueles que compartilham o planeta conosco e que, muitas vezes, dependem da nossa responsabilidade e sensibilidade.
Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, cerca de 30 milhões de animais vivem abandonados no Brasil, a maioria cães e gatos. O número evidencia não apenas um problema social, mas também um desafio ético: aprender a conviver com respeito, cuidado e responsabilidade.
Os animais, especialmente os cães, ocupam um espaço singular na vida humana. Quem convive com um cachorro sabe que ele pede pouco — presença, carinho e cuidado e oferece muito. Lealdade, afeto e companhia. São presenças constantes nos dias difíceis e fontes de alegria nos momentos simples. Em muitos casos, se tornam verdadeiros aliados no enfrentamento da solidão, da ansiedade e do estresse.
Essa reflexão também nasce da experiência pessoal. Em minha casa convivemos com Zoe e Bela, duas companheiras de quatro patas que fazem parte da família. Como ocorre em muitos lares, elas nos recebem sempre com entusiasmo e parecem perceber quando precisamos de silêncio, descanso ou apenas companhia. Gestos simples que revelam a capacidade dos animais de transformar o ambiente e reforçar o valor do afeto.
Não por acaso, muitos descrevem os cães como “anjos de quatro patas”. A expressão traduz a experiência de quem reconhece a pureza desse vínculo. Com eles aprendemos lições valiosas sobre paciência, fidelidade, empatia e sobre a capacidade de amar sem exigir nada em troca.
Em um mundo cada vez mais acelerado, os animais nos recordam da importância do cuidado e do respeito à vida. Ainda assim, persistem situações de abandono, negligência e maus-tratos. Animais são deixados nas ruas, privados de alimento, abrigo e proteção. Cada caso revela uma falha coletiva, pois a forma como tratamos os mais vulneráveis reflete os valores da sociedade.
Por isso, o Dia Nacional dos Animais também reforça a importância da posse responsável. Adotar um animal não é um gesto passageiro, mas um compromisso duradouro que envolve alimentação adequada, vacinação, proteção, cuidados veterinários e afeto.
Também merece reconhecimento o trabalho de protetores independentes e organizações de proteção animal, que diariamente dedicam tempo, recursos e esforços para resgatar animais abandonados e oferecer a eles uma nova oportunidade.
Conviver com animais nos ensina lições simples e profundas sobre responsabilidade, empatia e respeito à vida. Neste Dia Nacional dos Animais, o convite é para que cada pessoa reflita sobre seu papel nessa causa, seja adotando com responsabilidade, denunciando maus-tratos, apoiando iniciativas de proteção ou simplesmente tratando cada animal com dignidade.
Porque, ao cuidar dos animais, também cultivamos o que há de melhor em nós e contribuímos para uma sociedade mais humana e mais consciente do valor de toda forma de vida.
*Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
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