A prefeitura de Limeira reforçou nesta quarta-feira (17) as medidas de segurança na área da Ponte do Esqueleto, com o fechamento de acessos irregulares e o complemento de ações emergenciais. Segundo a prefeitura, uma intervenção mais ampla não havia sido executada antes devido às limitações operacionais por parte do governo federal, responsável pela ponte. A entrada no local é crime porque a área não é de acesso público.
A prefeitura informou que a administração municipal foi acionada pelo governo federal para prestar apoio na realização da interdição. As obras estruturais permanentes, incluindo a construção de muros de contenção, a manutenção das valetas e demais medidas de fechamento da área, permanecem sob responsabilidade da União. As iniciativas estão sendo tomadas até que se encontre a solução definitiva para evitar o acesso ao local.
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As medidas foram adotadas depois da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no último sábado (13), arremessada da ponte, para um salto de rope jump (salto no vazio a partir de locais muito altos), sem estar presa às cordas do equipamento de segurança. Ela foi jogada de uma altura de cerca de 40 metros por instrutores de uma empresa privada.
A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), órgão do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), discute com os governos locais a eventual remoção da ponte , que está localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
Em nota à imprensa, a SPU reafirmou que a transferência da propriedade da ponte para o Patrimônio da União foi oficializada em maio deste ano e que nunca autorizou nenhuma atividade no local.
Na segunda-feira (15), os representantes da Secretaria do Patrimônio da União e a Advocacia Geral da União (AGU) estiveram no interior paulista e se reuniram com a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, e com o prefeito de Limeira, Murilo Félix, e suas equipes. A SPU confirmou que continuará discutindo com os governos locais uma solução definitiva para a ponte.
As duas prefeituras defenderam a demolição da estrutura de propriedade da União. De acordo com publicação na rede social da gestora de Cordeirópolis, Cristina Saad, esta medida deve ser imediata.
Após o encontro, o prefeito Murilo Félix confirmou que a área apresenta riscos conhecidos há muitos anos e que, mesmo interditada, a construção continuava atraindo pessoas. Na reunião, a prefeitura de Limeira relatou que havia sido aberta uma valeta para impedir o acesso ao local e que a vala foi fechada sem conhecimento de sua administração.
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