O Web Summit Rio 2026, que acontece entre os dias 8 e 11 de junho no Riocentro, no Rio de Janeiro, deve reunir mais de 34 mil participantes de 100 países, incluindo startups, investidores e representantes de grandes empresas de tecnologia. O evento tem como tema central a inteligência artificial, refletindo a relevância crescente da tecnologia na transformação dos negócios digitais.
Entre as startups brasileiras presentes está a Dogama, plataforma focada em dropshipping nacional. A empresa, que já conta com mais de 30 mil usuários cadastrados e movimenta cerca de R$ 3 milhões por ano, participa pela primeira vez do evento com o objetivo de ampliar conexões estratégicas e acelerar sua expansão.
Segundo Douglas H., CEO da Dogama, o evento funciona como uma vitrine para conexões. "Uma empresa que cresceu sozinha quase não aparece no radar de ninguém. Em apenas uma semana, o evento nos coloca de frente com investidores, parceiros e imprensa, contatos que levaríamos meses para alcançar individualmente", afirma.
A Dogama já utiliza inteligência artificial (IA) em processos de suporte e pré-venda, como criação de anúncios, cadastramento de produtos e auxílio ao revendedor. O próximo passo é incorporar IA ao pós-venda, com foco em logística, previsão de demanda e contato com compradores.
"Automação só vale se o vendedor confia nela. A gente automatiza o serviço chato e repetitivo (estoque, anúncio, cobrança, etiqueta) e deixa a decisão com o vendedor: o que vender, como vender e por qual preço. A IA sugere, ele decide", explica Matheus Lobo, diretor de tecnologia da empresa.
Esse movimento acompanha uma tendência mais ampla no ecossistema de startups brasileiras. Dados do relatório Sebrae Startups Report Brasil 2025 apontam que o país já conta com 22.869 startups mapeadas, um crescimento de 26,7% em relação ao ano anterior.
O levantamento mostra ainda que 51,8% dessas empresas já incorporam inteligência artificial em produtos ou operações, e que o modelo SaaS é predominante, representando 39,1% das iniciativas.
Esses dados reforçam que a estratégia da Dogama está alinhada ao movimento nacional de digitalização e uso de IA como infraestrutura básica para negócios digitais, especialmente em plataformas voltadas para automação e eficiência operacional.
Após o Web Summit, a Dogama pretende estruturar o crescimento da demanda já existente e avançar no desenvolvimento do produto. Entre as prioridades estão o fortalecimento da operação para vendedores com estoque próprio e a implementação da emissão de nota fiscal diretamente na plataforma.
Douglas H. destaca que a inteligência artificial continuará sendo incorporada de forma progressiva. "A ideia é levar a IA para o pós-venda: logística, previsão, contato com o comprador, esse tipo de coisa. Queremos reduzir trabalho repetitivo e oferecer uma experiência melhor para quem chega na plataforma", conclui o executivo.
Para saber mais, basta acessar: https://dogama.com.br/
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