A transformação digital tem avançado de forma acelerada na indústria, impulsionada pela necessidade de maior eficiência operacional, redução de custos e melhoria na experiência de clientes e colaboradores. Nesse cenário, a orquestração de processos alimentada por inteligência artificial e o empenho de profissionais de negócio no desenvolvimento de soluções, os chamados citizen developers, vêm ganhando protagonismo, segundo o relatório "AI and Agentic Automation Trends 2026", da UiPath (NYSE: PATH).
De acordo com o estudo, cerca de 65% das organizações já utilizam inteligência artificial em alguma função, mas apenas 5% conseguem escalar seu uso com impacto financeiro significativo. Entre os principais desafios estão a dependência de processos manuais e a fragmentação de sistemas, fatores que limitam ganhos de produtividade.
Na América Latina, esse cenário é ainda mais evidente. Segundo a pesquisa "Latin American Artificial Intelligence Index 2025", apresentada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, a região corresponde a pouco mais de 1% do investimento global em IA.
Há ainda uma discrepância no nível de instrução no continente: para cada pessoa especializada em inteligência artificial, há pelo menos quatro com conhecimento básico. Isso limita a capacidade da região de desenvolver soluções de automação agêntica relevantes, escaláveis e especializadas.
"É nesse contexto que iniciativas de acessibilidade e experimentação têm ganhado espaço. Ao capacitar profissionais das áreas de negócio para desenvolver suas próprias soluções, empresas conseguem acelerar projetos e reduzir a dependência de equipes técnicas especializadas", avalia Mauricio Grohs, vice-presidente regional da UiPath.
Um exemplo desse movimento é o caso da Volkswagen Caminhões e Ônibus, uma das maiores montadoras do segmento da América Latina. A empresa implementou um programa de automação agêntica da UiPath, uma das empresas líderes em orquestração agêntica de negócios. A iniciativa permitiu reduzir o tempo de desenvolvimento de automações de sete semanas para apenas 16 dias, considerando todo o ciclo, desde a concepção até a entrega final.
O projeto incluiu treinamento em ferramentas de captura e modelagem de processos, além da estruturação de fluxos para desenvolvimento de automações assistidas diretamente por analistas de negócio. Como resultado, atividades como auditorias, monitoramento de indicadores e acompanhamento de sistemas passaram a ser executadas de forma automatizada, aumentando a eficiência operacional.
Esse tipo de abordagem reflete uma mudança estrutural na forma como as empresas encaram o uso da inteligência artificial. "A automação deixou de ser uma iniciativa restrita à área de tecnologia, tornando-se uma capacidade distribuída dentro das organizações. Quando profissionais de negócio conseguem desenvolver suas próprias soluções, o ganho de velocidade e escala é significativo", afirma Edgar Garcia, VP da UiPath para a América Latina.
A empresa, que atua globalmente no desenvolvimento de plataformas de orquestração de processos, destaca que o avanço da automação agêntica e orquestração de processos, baseado em agentes de IA capazes de analisar dados e tomar decisões, tende a ampliar ainda mais esses ganhos.
"Estamos vendo uma evolução clara do RPA tradicional para um modelo agêntico em que agentes inteligentes apoiam decisões e executam processos de ponta a ponta. Isso permite não apenas automatizar tarefas, mas transformar operações inteiras, com impacto direto na experiência do cliente e na produtividade", acrescenta Garcia.
Para Grohs e Garcia, além dos ganhos operacionais, a adoção de automação agêntica também contribui para a melhoria da experiência dos colaboradores, ao reduzir atividades repetitivas e permitir maior foco em tarefas estratégicas. Esse fator tem sido apontado como essencial em um cenário de escassez de talentos e crescente demanda por eficiência.
Na avaliação dos executivos da UiPath, à medida que a transformação digital avança, a tendência é que modelos baseados em automação empresarial e inteligência artificial se consolidem como padrão na indústria. Para os especialistas, a capacidade de integrar dados, automatizar processos e escalar decisões será determinante para a competitividade das empresas nos próximos anos.
"A próxima fase da transformação digital será definida pela capacidade de colocar a automação no centro da estratégia de negócio. Empresas que conseguirem fazer isso de forma estruturada terão uma vantagem competitiva significativa", conclui Garcia.
Mais detalhes sobre o case podem ser acessados neste link.
Mais informações sobre a UiPath estão disponíveis aqui.
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