A Guarda Nacional dos Estados Unidos, enviada por ordem do presidente Donald Trump, começou a patrulhar as ruas de Washington DC. O destacamento ocorre sob a justificativa de combater uma suposta onda de crimes violentos na capital. Ao todo, cerca de 800 soldados da Guarda Nacional e 500 agentes federais foram mobilizados para a cidade. Veículos blindados da Guarda Nacional já são visíveis, especialmente em áreas centrais e turísticas.
A prefeita de Washington DC, Muriel Bowser, criticou duramente a decisão, classificando-a como um "impulso autoritário" do presidente. Ela negou que a criminalidade esteja fora de controle na cidade. Segundo Bowser, a Guarda Nacional não possui poder de efetuar prisões.
Dados oficiais da Polícia Metropolitana de Washington DC apontam que a taxa de crimes violentos na cidade é a mais baixa dos últimos 30 anos. Estatísticas do FBI também indicam uma queda de 9% na criminalidade em comparação com o ano anterior. No entanto, estudos indicam que a capital americana possui uma taxa de homicídios superior à de outras grandes cidades dos EUA.
Diferente dos estados, onde a Guarda Nacional responde ao governador, em Washington DC, a força militar é subordinada diretamente ao presidente. Em junho, Trump mobilizou cerca de 2 mil militares para Los Angeles em resposta aos protestos contra detenções de imigrantes.
Adicionalmente à mobilização militar, aproximadamente 850 policiais foram enviados para a cidade, efetuando 23 prisões por diversos crimes, incluindo homicídio, porte ilegal de armas, tráfico de drogas, evasão fiscal, atos obscenos e perseguições. A Casa Branca declarou que essa ação representa apenas o início de um esforço para combater a criminalidade violenta no distrito.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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