Em um mundo globalizado, conflitos que acontecem em um determinado país podem afetar diretamente outras nações e toda a cadeia global de comércio e logística. A guerra no Irã é um exemplo: as exportações brasileiras ao Golfo Pérsico caíram 30% em meio às tensões militares e ao bloqueio da via marítima conhecida como Estreito de Ormuz, de acordo com dados do governo brasileiro divulgados pelo g1.
Rosa Amador, diretora comercial da Samsung SDS (braço de logística e tecnologia da informação do Grupo Samsung), explica que há navios desviando de suas rotas tradicionais no Oriente Médio, com impacto no tempo de entrega e no custo do frete.
"No Brasil, já vemos aumento nos custos de importação, mais atrasos e necessidade de rever o planejamento com frequência. Quem tem mais visibilidade e controle consegue lidar melhor com esse cenário", detalha.
O maior desafio, segundo a diretora comercial, é a falta de previsibilidade. Em meio à indefinição sobre o futuro do conflito, fica mais difícil planejar e manter custos sob controle. Além disso, o frete mais caro pressiona as margens das empresas. Por isso, buscar rotas alternativas e trabalhar com mais de um parceiro logístico virou essencial, complementa.
Ela cita um exemplo da própria Samsung SDS para ilustrar o raciocínio. "Nesse contexto desafiador, temos reunido múltiplos parceiros logísticos e possibilitado o uso combinado de diferentes modais (marítimo, aéreo e terrestre), ajudando a equilibrar custos e prazos. Com soluções da Samsung SDS, as empresas conseguem acompanhar tudo em tempo real e reagir mais rápido a essas mudanças, por meio da nossa plataforma Cello Square", afirma a executiva.
A plataforma Cello Square oferece otimização para os processos de agenciamento de carga, como cotações instantâneas de frete online, booking, rastreamento de cargas em tempo real, dashboards e relatórios automatizados, faturas simplificadas e atendimento personalizado.
Na prática, as empresas conseguem ver onde está a carga, quanto está custando e o que pode dar errado, permitindo agir antes que o problema aconteça, além de facilitar o uso de diferentes tipos de transporte, deixando a operação mais flexível.
Na visão da diretora comercial da Samsung SDS, a instabilidade na cadeia logística do Golfo Pérsico deve continuar. Diferentes veículos da imprensa vêm reportando impactos em setores como energia, automobilismo e até mesmo a produção de alimentos.
"Em um contexto no qual a logística global está mais sujeita a mudanças rápidas, as empresas precisam estar mais preparadas e flexíveis. A tendência é de uma logística cada vez mais digital, com mais uso de dados e decisões em tempo real", conclui Rosa Amador.
Para saber mais, basta acessar o site da Samsung SDS: https://www.samsungsds.com/la/index.html
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