O fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e o diretor do grupo Fast Shop, Mario Otávio Gomes, foram presos temporariamente nesta terça-feira durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A ação visa desarticular um esquema de corrupção que envolve auditores-fiscais tributários da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). Os auditores fiscais Artur Gomes da Silva Neto e Marcelo de Almeida Gouveia também foram detidos.
De acordo com o MP, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de sequestro de bens dos investigados. A investigação, iniciada há seis meses, aponta que o esquema operava desde 2021, e busca apurar se ocorria em período anterior.
Segundo a investigação, empresários pagavam os auditores para facilitar o ressarcimento de créditos de ICMS junto à Sefaz-SP, um procedimento complexo e demorado ao qual empresas varejistas têm direito.
O auditor Artur Gomes da Silva Neto é apontado como o "cérebro" da operação. Ele era responsável por coletar documentos da Fast Shop e da Ultrafarma, solicitar e aprovar os ressarcimentos, evitando revisões. Em alguns casos, valores superiores ao devido eram liberados em prazos reduzidos. Estima-se que o esquema tenha rendido cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021.
As investigações indicam que outras empresas do setor varejista também podem ter se beneficiado do esquema. O MP não divulgou os nomes dessas empresas, pois as investigações estão em andamento. O foco é verificar se há outros auditores fiscais e empresas envolvidas.
A investigação começou após a constatação de um aumento patrimonial expressivo em uma empresa no nome da mãe do auditor-fiscal. A quebra de sigilo bancário e fiscal revelou que a empresa, sem atividade operacional até junho de 2021, passou a receber dezenas de milhões de reais da Fast Shop a partir do segundo semestre de 2021, totalizando R$ 1 bilhão em valores brutos.
Além das prisões, foram apreendidas duas sacolas com esmeraldas e R$ 1 milhão em dinheiro. Duas contadoras, suspeitas de auxiliar o auditor-fiscal nos pedidos de ressarcimento, também foram presas.
A Sefaz-SP informou que está à disposição das autoridades e colaborará com a investigação por meio da sua Corregedoria da Fiscalização Tributária (Corfisp). A secretaria instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta do servidor envolvido e solicitou o compartilhamento de informações ao Ministério Público.
A Fast Shop informou que ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação e que está colaborando com as autoridades. Não houve manifestação da Ultrafarma até o momento.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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