O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou na quarta-feira, 6 de maio, um documento oficial de perguntas e respostas sobre a forma como os riscos psicossociais deverão ser identificados, avaliados e gerenciados dentro do GRO e do PGR nas empresas.
Conforme o documento, questionários isolados e documentos sem rastreabilidade podem não comprovar gestão adequada dos riscos psicossociais, o que pode gerar problemas para os empregadores diante da proximidade da entrada em vigor das exigências relacionadas aos fatores deste tipo de risco na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), prevista ainda para maio de 2026.
"Na prática, o entendimento reforça que a simples aplicação de questionários ou a existência de documentos formais pode não ser suficiente para comprovar a gestão adequada dos riscos ocupacionais relacionados à organização do trabalho", analisa Rogério Luiz Balbinot, diretor da RSData e integrante dos Grupos de Trabalho do eSocial.
Ainda segundo ele, a tendência é que as fiscalizações avancem para uma análise mais profunda da coerência técnica e das evidências de gestão apresentadas pelas empresas.
"O foco deixa de ser apenas possuir documentos e passa a ser a capacidade de demonstrar rastreabilidade, coerência técnica e ações efetivas de gerenciamento dos riscos identificados", afirma o diretor.
O documento do MTE também reforça a importância da AEP (Avaliação Ergonômica Preliminar) como parte importante do processo de identificação dos fatores de riscos psicossociais, especialmente aqueles relacionados à organização do trabalho, metas, pressão, jornadas, comunicação e relações interpessoais.
Para Rogério, um dos maiores erros das empresas neste momento é tratar os riscos psicossociais apenas como uma campanha de questionários, sem conexão real com inventário de riscos, plano de ação e acompanhamento contínuo.
Diante desse cenário, cresce a procura por modelos de gestão capazes de integrar ergonomia, GRO, PGR, evidências documentais e rastreabilidade operacional em uma única estrutura.
Para auxiliar empresas e profissionais de SST nesse processo de adequação, a RSData publicou uma análise técnica sobre os impactos da NR-1 e os principais pontos analisados na fiscalização, detalhando os critérios adotados pelo Ministério do Trabalho para as auditorias relacionadas aos riscos psicossociais.
"Empresas que tratarem o tema apenas como obrigação documental poderão enfrentar dificuldades para comprovar conformidade diante das novas exigências regulatórias. A expectativa é que o tema se torne um dos principais focos das auditorias em SST nos próximos meses", finaliza Rogério.
Economia TCU recomenda análise de alternativas à caducidade da Enel em SP
Economia Gisele Abrahão põe o turismo no centro do debate econômico
Economia Franquias brasileiras aceleram avanço nos EUA em 2026
Economia Comprar empresa pronta ganha espaço entre empreendedores
Economia Paisagismo ganha espaço em projetos imobiliários
Economia Captação de alunos vai além dos anúncios, diz especialista Mín. 21° Máx. 42°
Mín. 28° Máx. 44°
Tempo limpoMín. 31° Máx. 44°
Tempo nublado
Naime Márcio Martins Moraes A fraude da República brasileira: poder para elite e quem paga a conta é o povo
Léo Bortolin Vitória para Mato Grosso. Conquista para o Brasil!
Paula Calil Um ano de responsabilidade, diálogo e transparência à frente da Câmara de Cuiabá
Giovanna Burton Suspensão de processos de atraso e cancelamento de voo: o dever de indenizar está em risco?