A Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde realiza nesta quarta-feira (29), a partir das 19h, uma audiência pública para debater a travessia urbana da BR-163 e a implantação do anel viário no município. O encontro será no auditório da Casa de Leis e contará com a participação de autoridades locais, regionais e estaduais, além de representantes da concessionária Nova Rota do Oeste.
O anel viário é um contorno rodoviário projetado para desviar o tráfego de passagem, especialmente caminhões e veículos pesados que apenas cruzam a cidade, do perímetro urbano. A ideia é que esses veículos utilizem um trajeto alternativo com cerca de sete quilômetros a mais, reduzindo significativamente o fluxo dentro da cidade. Pela proposta em discussão, com o desvio do tráfego de longa distância, a rodovia que corta a área urbana passaria ao controle do município, que poderia realizar as chamadas travessias urbanas, como viadutos, trincheiras e passagens de pedestres.
O presidente da Câmara de Vereadores, Airton Callai, explicou que a concessionária Nova Rota do Oeste tem duas opções: fazer as travessias urbanas ou construir o anel viário. “Não existem dois projetos. Ou ela vai fazer o anel viário, uma obra de quase R$ 600 milhões, ou vai fazer a travessia. Se ela fizer o anel viário, o município vai fazer as travessias”, afirmou o presidente.
Callai reforçou que o município nunca se opôs à realização de travessias seguras para pedestres, ciclistas e veículos. “Quero reforçar: o município, até o presente momento, nunca disse que não vai fazer as travessias mais seguras, tanto para pedestre como para ciclista, e fazer as trincheiras ou viadutos, se necessário for. Mas, para isso, nós temos que ter a posse do local. E só vamos conseguir fazer isso logo após o início do anel viário”, detalhou.
O presidente da Câmara também criticou informações que têm circulado nas redes sociais sobre o tema. “Até hoje nunca foi dito que o município não vai fazer o que é necessário. As pessoas falam do alagamento em determinado ponto. Aquela obra foi feita quando nem existia o Bairro Bandeirantes ou o Parque das Emas. A situação pluvial hoje tem que ser revista, e para isso tudo vai dinheiro”, ponderou.
A definição da audiência ocorreu em reunião institucional no dia 13 de abril, conduzida por Airton Callai, com a participação do prefeito Miguel Vaz Ribeiro, do vice-prefeito Joci Piccini, do então secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade, Wellington Souto, e de representantes da concessionária.
Durante o encontro, as lideranças já haviam alinhado a necessidade de discutir de forma ampla os desafios envolvendo a BR-163. Callai destacou a preocupação com o número de travessias previstas no projeto da concessionária. “Nós queremos, no mínimo, quatro travessias. Não tem como Lucas do Rio Verde funcionar com apenas duas. A proposta deles prevê três viadutos, mas apenas duas travessias. Para nós, isso não atende à necessidade atual e muito menos ao futuro do município”, afirmou na ocasião.
A audiência pública desta quarta será aberta à população, que poderá contribuir com sugestões e acompanhar as discussões sobre o futuro da mobilidade urbana em Lucas do Rio Verde. “A cidade é feita de toda a população. Venham prestigiar, falar suas vontades, seus desejos”, concluiu o presidente da Câmara.
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