O Partido Liberal (PL) implementou uma nova resolução nacional que proíbe filiados com mandato de apoiarem pré-candidaturas de outras siglas. A medida, assinada pelo presidente Valdemar Costa Neto e divulgada em 5 de agosto, tem o objetivo de unificar a estratégia do partido para as eleições de 2026, coibindo, por exemplo, o "flerte" de membros em Mato Grosso com a candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Para quem desrespeitar a determinação, o documento estabelece punições claras. Os infratores podem ser impedidos de receber recursos dos fundos Partidário e Eleitoral, além de terem suas futuras candidaturas barradas.
A determinação se aplica a todos os eleitos pelo PL, incluindo deputados federais e estaduais, vereadores, prefeitos, governadores e senadores. A resolução busca centralizar a agenda partidária, garantindo que o alinhamento político de todos os membros seja direcionado para o fortalecimento da própria legenda.
O principal alvo da nova diretriz são prefeitos e vereadores que se elegeram com a força e a estrutura do PL , mas que, na prática, mantêm laços com deputados de outros partidos. Essa atuação de dupla aliança pode desviar apoio e recursos, enfraquecendo o potencial do PL de eleger uma bancada federal robusta nas próximas eleições.
O vice-governador Otaviano Pivetta deve ser um dos maiores prejudicados se a resolução "pegar", já que tem trabalhado firme junto aos prefeitos eleitos do PL nos maiores municipios do estado em busca de apoio a seu projeto ao governo em 2026. Nos últimos meses Pivetta recebeu comentários favoráveis de Abilío Brunini, Claudio Ferreira e Flávia Moretti, prefeitos das três maiores cidades de Mato Grosso e todos do PL.
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