A Escola Municipal Aureliano Pereira da Silva tem se destacado por implementar uma série de projetos voltados para o avanço da aprendizagem e o desenvolvimento integral dos alunos. Com foco em inovação, sustentabilidade e apoio socioemocional, a unidade escolar demonstra, na prática, como é realizada a formação de cidadãos conscientes e preparados para o futuro.
Implementado há dois anos, o projeto "Pomar" é um dos xodós dos estudantes. A iniciativa envolve o plantio adaptado de plantas frutíferas, que requer conhecimentos técnicos desde a escolha da planta, do tipo de vaso, da terra e do adubo até a colheita.
O pomar conta com atividades ligadas ao uso do solo, como mexer a terra, plantar, podar e regar, que constituem um excelente exercício físico e representam uma forma de aprendizado saudável e criativo. O contato com a natureza desperta o interesse dos alunos pelo cuidado com o ambiente ao desenvolver atividades sobre os nutrientes do solo, luminosidade, temperatura, fotossíntese, desenvolvimento das plantas, vida dos insetos e medidas de área.
Segundo a diretora da unidade, Eliane Rogeri, o projeto foi idealizado pelo professor Marcos Antônio Aguiar, com a parceria do agrônomo Matheus Marangon Debastiani e do CAT (Clube Amigos da Terra). Entre as espécies cultivadas estão limão-taiti, amora, goiaba, manga, acerola, jabuticaba, ponkan, laranja, caju, pitanga, cajá e banana.
“Todas as ações já estão gerando resultados, e o mais gratificante é ver os estudantes participando de todo o processo — do plantio ao cuidado e à colheita. Agora, os alimentos produzidos por eles mesmos também integram o lanche escolar, beneficiando alunos e colaboradores”, frisa.
O projeto tem por objetivo ampliar o currículo escolar, oportunizar a participação da comunidade nas atividades escolares, gerar relações interpessoais mais respeitosas das individualidades e diversidades, além de promover práticas humanas mais cooperativas, solidárias e fraternas. Também busca verificar de que forma o plantio de árvores frutíferas pode contribuir para a preservação do meio ambiente, como ressalta a secretária de Educação, Adriana Reichert.
“A educação vai além dos livros. O nosso pomar traduz esse aprendizado na prática: um espaço vivo, aberto e acessível, onde os estudantes podem colher a fruta diretamente do pé sempre que desejarem. Essa experiência fortalece o sentimento de pertencimento, estimula a autonomia, desperta o cuidado com o meio ambiente e incentiva hábitos mais saudáveis.”
O pomar adaptado conta com acompanhamento contínuo, incluindo a manutenção dos vasos, irrigação, controle de pragas, registro de dados e monitoramento das condições de crescimento das plantas, além da
Texto: Janaína Oliveira
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