Com base no último mapa de calor retratado pela leitura das armadilhas ovitrampas - em 30 de março- a equipe da Vigilância em Saúde Ambiental percorreu oito bairros para os mutirões de visita. No total, aoperação “pente fino” contabilizou 52 tubitos com larvas positivas para o Aedes aegypti.Na operação foram realizadas orientações, coleta e eliminação de focos.
Dos oito bairros em que a operação passou, a situação mais crítica foi encontrada no Rota do Sol com 15 focos; na sequência aparece o Novo Horizonte com 11 situações; o Colinas com 10 focos; o Centro Norte com oito situações, seguido pelo Mário Raiter com quatro, Centro Sul com três e Jardim Alvorada com um foco. No Recanto dos Pássaros, que completa a lista dos oito bairros da operação, não foram encontrados focos.
A coordenadora da Vigilância Ambiental, Claudete Damasceno, detalha que até em capacete foi encontrado foco. “Nos surpreendeu muito. O morador deixou parado no tempo o capacete e quando fizemos a checagem o que deveria ser um equipamento de segurança estava repleto de larvas”, detalha.
A partir do dia 23 de abril as 566 armadilhas ovitrampas serão novamente instaladas no Município.
Mapa de calor
Claudete lembra que o mapa de calor levantado pelas armadilhas mostrou justamente que o bairro Rota do Sol apresenta o maior índice de infestação: nas 34 armadilhas inspecionadas no Rota com a coleta de 5.024 ovos, 91% ou seja, 4.471 ovos positivaram para o Aedes aegypti. “Esse índice é alarmante, estivemos no Rota com ações especificas de conscientização e ressaltamos a importância de descartar adequadamente todo o lixo gerado. Na semana que fizemos o levantamento – fim de março – a equipe da coleta de entulhos secos esteve lá e reforçamos a necessidade de descartar adequadamente todo o material gerado”, frisa.
A coordenadora destaca que a mesma recomendação vale para todos os demais bairros. “Nessa semana a equipe está nos distritos de Primavera e Caravágio e a recomendação é a mesma independente do setor: tem material a ser descartado, coloque na calçada para a coleta”, enfatiza.
Sobre as armadilhas
A armadilha ovitrampas é uma ferramenta estratégica que permite identificar precocemente áreas com maior risco de proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.os dados permitem um planejamento mais eficiente das ações direcionado para os pontos cruciais.
“As ovitrampas são essenciais para podermos identificar onde o mosquito está se reproduzindo com maior intensidade. A partir desses números, conseguimos direcionar melhor nossas equipes, intensificar as ações nos bairros mais críticos e orientar a população sobre a importância de eliminar qualquer foco de água parada”, destaca.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que oenfrentamento ao Aedes aegypti é uma responsabilidade compartilhada. A colaboração da comunidade, com cuidados simples no dia a dia, como manter quintais limpos, descartar corretamente recipientes e permitir o acesso dos agentes de saúde, é fundamental para reduzir os focos e proteger a saúde da população.
Texto: Claudia Lazarotto
Fotos: Vigilância em Saúde Ambiental
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