O comportamento do consumidor brasileiro vem passando por mudanças importantes nos últimos anos, impulsionado por transformações demográficas, novas configurações familiares e maior atenção ao uso consciente dos recursos. De acordo com o estudo ‘MERCADO DE MODA NO BRASIL | Cenários da Indústria e do Varejo e o Potencial de Consumo no Brasil’, feito pelo IEMI - Inteligência de Mercado, indica que, diante da redução do número de filhos por família e do envelhecimento gradual da população, os consumidores têm direcionado uma parcela maior de seus gastos para itens ligados ao conforto doméstico e ao cuidado com animais de estimação.
Este mesmo estudo aponta que, nos últimos 25 anos, houve uma mudança no perfil demográfico, com a idade média do consumidor passando de 28 para 36 anos. O percentual da população com 45 anos ou mais de idade também pulou de 23% para 38% da população. Já a taxa de natalidade foi de 2,0 para 1,6 filhos por mulher no Brasil, o que gerou uma queda de 1,9% para 0,4% ao ano de crescimento demográfico.
A tendência reflete uma reconfiguração do perfil das famílias e, consequentemente, do orçamento familiar. Com famílias menores e maior presença de pessoas vivendo sozinhas ou em casais sem filhos, cresce o investimento em produtos e serviços que valorizam o ambiente doméstico, como itens para casa, decoração e produtos voltados ao bem-estar dos pets.
Segundo o economista Marcelo Prado, diretor do IEMI - Inteligência de Mercado, esse movimento está diretamente relacionado às mudanças estruturais da sociedade brasileira. "Com menos filhos e uma população gradualmente mais madura, parte do consumo que antes estava concentrado em produtos de uso pessoal passa a migrar para categorias ligadas ao conforto, à casa e ao cuidado com animais de estimação. Esse comportamento reflete uma busca maior por qualidade de vida e bem-estar no cotidiano", explica.
A mudança também dialoga com um consumidor mais atento à forma como utiliza e valoriza os produtos que adquire. No setor de moda, essa transformação tem se refletido em um interesse crescente por escolhas mais conscientes, com maior preocupação com durabilidade, origem e impacto social das peças.
Para Edmundo Lima, diretor-executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), o Dia do Consumidor também é uma oportunidade de reflexão sobre como o mercado vem respondendo a esse novo perfil de compra.
Com a população brasileira envelhecendo e os arranjos familiares em transformação, de acordo com o estudo mencionado, realizado pelo IEMI, o consumo tende a continuar se diversificando, com maior peso para categorias ligadas ao bem-estar, como a moda fitness, à casa e ao cuidado cotidiano. Ao mesmo tempo, cresce a expectativa de que empresas e marcas respondam a esse cenário com produtos mais duráveis, responsáveis e alinhados às novas prioridades do consumidor.
Negócios Placas inteligentes levam dados ao ponto físico
Negócios INDSH faz Pesquisa de Clima com questões sobre saúde mental
Negócios Agrolend triplica carteira em 2025 e mira R$ 2 bi em 2026
Economia Poupança tem retirada líquida de R$ 476,4 milhões em abril
Negócios Adequação aos padrões ESG é uma tendência nas empresas
Negócios Imóveis na Interpraias devem valorizar até 50% em dois anos Mín. 21° Máx. 33°
Mín. 17° Máx. 35°
Tempo limpoMín. 14° Máx. 22°
Tempo nublado
Naime Márcio Martins Moraes A fraude da República brasileira: poder para elite e quem paga a conta é o povo
Léo Bortolin Vitória para Mato Grosso. Conquista para o Brasil!
Paula Calil Um ano de responsabilidade, diálogo e transparência à frente da Câmara de Cuiabá
Giovanna Burton Suspensão de processos de atraso e cancelamento de voo: o dever de indenizar está em risco?