A substituição do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), marcada para 1º de janeiro de 2027, colocou o planejamento orçamentário do próximo ano no centro das decisões financeiras das empresas brasileiras. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado ao Congresso Nacional em 31 de agosto, estima arrecadação de R$ 636 bilhões com o novo tributo, enquanto a alíquota de referência ainda percorre as etapas de definição: o Tribunal de Contas da União (TCU) tem até 30 de outubro para encaminhar os cálculos ao Senado, responsável por fixar o percentual até 15 de dezembro.
O calendário obriga gestores a concluir os orçamentos com uma variável central ainda em aberto. O Panorama da Reforma Tributária 2026, conduzido pela Grant Thornton em parceria com a Associação Nacional dos Executivos (Anefac) com 115 empresas entre abril e junho deste ano, mostra que apenas 14% se consideram muito preparadas para implementar as mudanças, embora 77% já tenham concluído ou estejam realizando simulações de impacto. O mesmo estudo aponta que 81% esperam efeito relevante ou moderado no fluxo de caixa com o split payment e que somente 19% finalizaram o mapeamento de fornecedores e créditos.
Na avaliação da Movtech, empresa catarinense que desenvolve softwares de gestão orçamentária há 20 anos, a reforma altera a lógica das decisões financeiras em diferentes frentes: a receita líquida, o impacto do split payment sobre o caixa, a identificação das despesas que geram crédito, os benefícios fiscais e a forma como a empresa planeja o CAPEX, sigla em inglês para os investimentos em bens de capital. Com isso, a área financeira deixa de atuar apenas no registro dos resultados e assume papel mais estratégico na definição de preços, investimentos e prioridades.
Caixa e fornecedores no centro do orçamento
O split payment, mecanismo que separa os valores de CBS e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) no momento da liquidação financeira, é um dos pontos que mais pressionam o desenho do orçamento. Segundo a Receita Federal, a ferramenta estará disponível em 2027 de forma facultativa e apenas em operações entre empresas, com obrigatoriedade condicionada à prontidão dos meios de pagamento. A mudança altera o ciclo de recebimento e exige revisão das premissas de capital de giro.
Para a Movtech, o orçamento de 2027 merece atenção especial porque demanda um controle mais forte da transição. A empresa aponta como prioridades a identificação das despesas, o mapeamento dos fornecedores ou do tipo de fornecedor e uma visão mais forte para o caixa, elementos que definem quais créditos poderão ser aproveitados e em que momento os recursos entram ou saem da operação.
Dois horizontes de planejamento
A transição não termina no próximo ano. De acordo com o cronograma da reforma, o IBS terá alíquota de 0,1% em 2027 e 2028, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto Sobre Serviços (ISS) serão reduzidos gradualmente entre 2029 e 2032, e o novo sistema passa a vigorar de forma integral em 2033. A adaptação operacional já avança: dados do Ministério da Fazenda indicam que 86% dos documentos fiscais emitidos por empresas obrigadas trazem o destaque da CBS em outubro de 2026.
Nesse contexto, a Movtech observa que a criação gradual de cenários permite planejar a operação considerando a transição de cada ano até 2033, planejar o caixa e visualizar demonstrativos com o crescimento gradual dos novos tributos.
Para evitar que o planejamento fique restrito às mudanças imediatas, a empresa recomenda acompanhar a situação geral da reforma, incluindo a definição das alíquotas, e considera fundamental manter dois cenários, um de curto e outro de longo prazo. Também destaca a importância de uma controladoria forte para realizar os estudos ou, como alternativa, a contratação de uma consultoria.
Projeção substitui planilhas paralelas
A partir da experiência da Movtech, o Movtech Budget, software de planejamento orçamentário da empresa, pode ajudar as organizações a quantificar o impacto da reforma tributária na margem, no preço e no caixa ano a ano até 2033, substituindo as planilhas paralelas usadas hoje. A solução possibilita aos gestores projetar múltiplos cenários com regras de tributação diferentes e acompanhar o efeito na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e no caixa.
Para 2027, segundo a empresa, o Movtech Budget pode ajudar o gestor a simular a troca de PIS e Cofins pela CBS, comparando o orçamento atual com um cenário que aplica a nova alíquota e seus créditos, para medir o efeito na margem e no preço antes da virada. A comparação de cenários, de forma mais global, dá ao usuário mais autonomia e flexibilidade para ajustar as projeções à medida que as regras forem definidas.
Com a alíquota de referência prevista apenas para dezembro e a convivência entre tributos antigos e novos estendida até 2033, o orçamento de 2027 tende a funcionar como o primeiro de uma série de revisões. Empresas que estruturarem agora a comparação entre cenários de curto e longo prazo chegam à virada com mais clareza sobre margens, preços e necessidade de caixa, em um período no qual o financeiro passa a orientar decisões de toda a organização.
Para mais informações, basta acessar: https://www.movtech.com.br/
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