Começar a treinar pode até ser fácil. Difícil, para muita gente, é continuar quando o entusiasmo das primeiras semanas passa. É nesse momento que estabelecer um objetivo concreto, como correr uma distância, completar uma prova ou melhorar um tempo, pode mudar a relação com a academia.
Modalidades baseadas em desafios mensuráveis exploram justamente essa lógica. É o caso do HYROX, formato que intercala oito quilômetros de corrida com oito estações de exercícios funcionais. Como as provas seguem uma estrutura definida, o praticante sabe exatamente para o que está treinando e consegue acompanhar sua evolução.
Na Companhia Athletica, Leandro Ribeiro, o líder da modalidade HYROX na unidade Kansas, observa que o desafio em si é um dos fatores que têm atraído alunos. "O que mais tem motivado as pessoas a treinar HYROX é o desafio de fazer um treinamento com exercícios variados associados à corrida", explica.
Nem todo mundo começa pensando em competir. Muitos chegam interessados em melhorar o condicionamento físico ou aumentar o gasto calórico e, ao longo do processo, passam a estabelecer novas metas. "Muitos alunos entram buscando uma melhora do condicionamento físico geral e também o gasto calórico. O grupo que chega pensando em performance ainda é menor, mas, conforme o tempo vai passando, muitas pessoas começam a se dedicar mais a esse lado", afirma Leandro.
Ter uma prova muda a maneira de treinar?
Quando o aluno decide participar de uma competição, o objetivo deixa de ser abstrato. Há uma distância conhecida, exercícios determinados e uma data para estar preparado. Isso também provoca adaptações na rotina. Segundo o líder da modalidade HYROX na Cia Athletica, quem pretende fazer uma boa prova precisa aumentar principalmente o volume de corrida e a frequência de execução dos exercícios das estações.
"Quem busca fazer uma boa prova basicamente precisa aumentar o volume de exercícios como a corrida e repetir um pouco mais os movimentos das estações", explica.
O HYROX combina demandas de condicionamento físico geral, resistência muscular e força. Como o formato das competições é padronizado, o participante também consegue usar seus próprios resultados como referência para acompanhar a evolução.
Quando o grupo ajuda a não desistir
Existe ainda outro elemento importante para quem tem dificuldade em manter uma rotina de exercícios: não precisar enfrentar o treino sozinho. Para Leandro Ribeiro, o ambiente coletivo pode fazer com que o praticante se envolva mais com a atividade e aumente a intensidade.
"Treinar em grupo tem um fator motivacional muito forte. Quando alguém está puxando um estímulo mais intenso, isso acaba envolvendo a turma. Além disso, há o treinador corrigindo e estimulando. Esse conjunto leva a pessoa a treinar mais forte e melhor", diz.
Assim, o objetivo de quem treina deixa de ser apenas "treinar três vezes por semana" e passa a ser algo concreto: conseguir correr melhor, completar determinada estação, terminar uma prova ou superar uma marca anterior.
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