Durante o ano de 2026, o Brasil receberá diversos eventos, desde festivais musicais até feiras e convenções nacionais e internacionais. Independentemente do tamanho e motivo do encontro, a organização exige tempo e planejamento para preparar todos os detalhes. E mesmo com tudo pronto, imprevistos podem ocorrer, como eventualidades com prestadores de serviços, fenômenos da natureza, incêndio e até mesmo acidentes com colaboradores e público presente. Dentro desse cenário, a contratação de um seguro para eventos é uma forma de garantir tranquilidade e evitar que algo ocorra.
A cobertura básica do produto refere-se à responsabilidade civil do organizador, que garante o pagamento de indenizações aos funcionários e participantes que sofreram algum acidente durante a realização. Além disso, o produto é voltado para eventos de pequeno, médio e grande porte, como festas de casamentos e formaturas, encontros corporativos, sociais, esportivos, religiosos e outros.
Alessandra Monteiro, diretora técnica da Corretora de Seguros Bancorbrás, ressalta que as coberturas protegem o evento do início ao fim. "Ele permite que o contratante tenha tranquilidade ao organizar tudo, pois oferece o auxílio necessário caso alguma situação fuja do controle como, por exemplo, durante a montagem ou desmontagem de equipamentos, necessidade de cancelamento ou até mesmo por motivos que levem a devolução em massa de ingressos — caso os tenham", informa.
Os organizadores do evento também podem personalizar as apólices, agregando coberturas adicionais que cobrem, por exemplo, danos materiais causados aos equipamentos durante a montagem e desmontagem; responsabilidade civil de guarda e veículos de terceiros; responsabilidade civil de fornecimento de bebidas e alimentos; despesas médicas e hospitalares em acidentes com o público, entre outros.
A diretora destaca que o seguro para eventos ainda é um produto que não tem tanta adesão no país. "Geralmente organizações de grande porte levam em consideração a contratação, mas para eventos menores é um serviço que é pouco procurado, seja pelo não conhecimento ou até mesmo pela intenção de reduzir o orçamento", aponta. "Mas é sempre bom ressaltar que é um produto que oferece segurança em todas as suas pontas, desde o organizador e fornecedores até o público final", acrescenta.
Dados do mercado
Segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), em 2025, o seguro de danos (sem auto) registrou um crescimento real de 8,12% em relação ao ano anterior. Esse valor corresponde a R$ 84,13 bilhões de arrecadação de prêmios. A diretora considera que os números positivos mostram que as pessoas e empresas estão mais atentas na hora de se resguardar para o caso de algum imprevisto ocorrer. "Na maioria das vezes, a reparação de possíveis danos pode ser muito maior do que o valor que seria pago à seguradora", finaliza.
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