Uma flor que nasce em água barrenta, mas sempre está limpa, uma planta cujas sementes podem brotar após séculos sob a terra e cujas folhas contam com microestruturas que repelem até insetos. Esta é a flor de Lótus. E é justamente pela capacidade de florescer mesmo na adversidade que este foi o nome escolhido para a o Serviço de Acolhimento Institucional para Mulheres Vítimas de Violência – a Casa de Lótus.
O local foi oficialmente entregue na manhã desta terça-feira (15 de setembro), em uma cerimônia restrita, pois o endereço da unidade é sigiloso, dado que as mulheres – e seus filhos – só são encaminhadas para a unidade pela via judicial.
“A passagem por aqui é pontual, pois rapidamente estas mulheres são acolhidas por sua família extensa”, explica a secretária de Assistência Social (Semas), Daniela Marsola Stel, explicando que se entende como família extensa não apenas os pais e filhos, mas também outros parentes próximos, como avós, tios, tias, primos e, em alguns casos, membros que não possuem parentesco biológico, desde que haja convivência e cuidado mútuo.
Daniela destacou ainda que “ninguém deve ser definido pela violência que sofreu e que a Casa é uma oportunidade para as mulheres acolhidas florirem novamente”. A primeira-dama e secretária da Mulher e da Família (Semfa), Mara Fernandes, complementa dizendo que “mais que um prédio, a Casa Lótus é um local de reconstrução”.
Para o prefeito Alei Fernandes, é fundamental seguir com ações assim, “que beneficiem diretamente as pessoas que mais precisam”. A cerimônia também contou com a presença de vereadores e de demais representantes de instituições que atuam na rede de combate à violência contra a mulher.
O prédio conta com cerca de 350 m², e foi erguido no mesmo local da estrutura que sofreu um incêndio em março de 2023 e precisou ser demolida. A nova estrutura, que custou cerca de R$ 1,5 milhão, conta com quatro dormitórios, banheiros, brinquedoteca, cozinha, lavanderia, sala de estar, espaço de convivência, sala para atendimento psicológico. O processo de fiscalização da obra ficou a cargo da Secretaria da Cidade (Semcid).
Enquanto o prédio próprio não estava pronto, o serviço de acolhimento a mulheres (assim como a seus filhos) vítimas de violência doméstica continuou sendo ofertado em imóvel locado.
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