Com a proximidade das eleições gerais de 2026, o Brasil se prepara para escolher os representantes federais e estaduais que conduzirão o país no próximo ciclo. Mais do que uma simples escolha política, o pleito representa um momento decisivo para definir os rumos da gestão, da eficiência e da governança que impactarão diretamente a sociedade nos próximos anos.
Atento a este cenário, o Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP) realizou um levantamento entre 28 de janeiro e 19 de fevereiro, com 569 profissionais registrados no Conselho, que revelaram suas percepções sobre os gargalos e as soluções para a gestão pública. Sob a ótica de sua vivência enquanto cidadãos, os respondentes indicaram que a segurança pública é o serviço mais deficitário em suas cidades e/ou regiões, com 40% das menções. Já a saúde aparece como o segundo maior problema, apontado por 36% dos entrevistados.
Ainda na perspectiva como cidadãos, os profissionais analisaram os fatores que limitam o progresso local. Para 53,3% dos entrevistados, a má gestão de recursos públicos é o principal entrave para o desenvolvimento econômico e social de suas regiões. A segunda barreira mais relevante, citada por 31,3%, refere-se às dificuldades enfrentadas por empresas e novos negócios para se estabelecerem ou crescerem, em razão da carga tributária local/estadual.
Ponto de vista profissional
Ao avaliarem o setor público enquanto profissionais de Administração, os respondentes identificaram onde residem as maiores ineficiências da máquina pública. A insegurança jurídica, causada por leis que se sobrepõem, é o problema mais crítico, apontado por 53,4%. Em segundo lugar, com 43,6%, destaca-se a tecnologia obsoleta, que resulta na falta de integração do sistema entre secretarias e órgãos, gerando retrabalho e a exigência de documentos repetidos aos usuários.
Segundo os respondentes, essa ineficiência digital pode ser agravada pela ausência de planejamento e descontinuidade política: para 45,9% dos respondentes, o principal obstáculo que impede que as novas tecnologias sejam efetivamente implementadas na gestão pública brasileira é a dificuldade de fazer com que os projetos sobrevivam à troca de governos, resultando em desperdício de investimentos e projetos inacabados.
O papel do administrador
Questionados sobre o principal impacto favorável que a categoria poderia gerar na esfera pública, 25,3% dos respondentes disseram que sua contribuição mais imediata no setor ocorreria na elaboração do PPA (Plano Plurianual) e na execução real de políticas públicas.
Já para 22,7% deles, a implementação de políticas de integridade e práticas de ESG adaptadas ao setor público é a segunda frente na qual a classe pode gerar resultados positivos imediatos.
Segundo o presidente do CRA-SP, Adm. Alberto Whitaker, a opinião dos profissionais de Administração sobre a gestão pública é muito importante para o atual momento. "Nossa expertise é o alicerce técnico para elaborar políticas e planos eficazes. Por isso, ouvir os administradores pode transformar a ineficiência em resultados concretos para uma gestão pública mais transparente e capaz de entregar os serviços que a sociedade merece", ressalta.
O levantamento "Gestão pública no Brasil: os desafios do setor sob a ótica do profissional de Administração" faz parte de um projeto institucional do CRA-SP que visa entender melhor a percepção dos seus registrados sobre temas em evidência na sociedade. Os resultados deste e de outros estudos estão disponíveis no site do Conselho.
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