O sonho de adquirir a casa própria tem estado distante da perspectiva de realização entre jovens adultos. Em 2025, a inflação sobre os preços de imóveis no Brasil registrou alta de 6,5% no último ano, segundo o índice divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), pressionando o orçamento de quem busca financiamento tradicional. Esse contexto tem levado uma parcela significativa da população jovem adulta a reavaliar o caminho até a casa própria, com impacto direto no comportamento de consumo.
De acordo com a pesquisa da Associação Brasileira de Administradores de Consórcio (ABAC), 58% dos jovens na faixa entre 18 e 29 anos (Geração Z) mostraram conhecimento e interesse na modalidade de consórcio em 2025. Essa busca está associada tanto à dificuldade de acessar crédito imobiliário tradicional com custos mais altos quanto ao perfil financeiro mais planejado, que tende a valorizar alternativas com menor endividamento imediato.
Segundo José Climério Silva Souza, diretor-executivo do Consórcio Nacional Bancorbrás, esse movimento reflete uma mudança de comportamento. "O acesso à informação e, principalmente, a ferramentas de gerenciamento das finanças tem gerado nos jovens essa consciência da oportunidade de crescimento, evitando juros altos e construindo patrimônio de forma mais gradual", explica.
Entre alternativas e caminhos
Tentando fugir da possibilidade de endividamento a longo prazo, a Geração Z busca por novas alternativas. A pesquisa da ABAC revela que, apesar de ainda não ser majoritária, a familiaridade dos jovens adultos com o consórcio tem crescido e se disseminado entre diferentes faixas de renda e regiões do país. Entre os 1.600 entrevistados de todas as idades, mais da metade dos jovens, entre 18 e 28 anos, afirmaram já ter pesquisado sobre a modalidade, um indicador de que o consórcio já se firmou no radar de consumidores como uma opção viável para aquisição de bens.
Além disso, os dados econômicos consolidados pela ABAC mostram que o Sistema de Consórcios encerrou 2025 com recorde de mais de 5,1 milhões de novas adesões, acumuladas entre janeiro e dezembro, um crescimento de cerca de 15% em relação a 2024, indicando forte demanda por essa alternativa de crédito organizado.
José Climério descreve que esse aumento inclui não apenas a busca por menor dependência dos altos juros bancários, mas também fatores comportamentais. "Muitos jovens valorizam planejamento financeiro flexível, ausência de juros compostos e o uso da carta de crédito para diferentes objetivos, como o primeiro imóvel, a troca do veículo ou investimentos em estudos e serviços", finaliza o especialista.
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