A Inteligência Artificial vive uma nova etapa de evolução. Depois da popularização dos modelos generativos e da engenharia de prompts, empresas e profissionais começam a direcionar sua atenção para um novo cenário: a orquestração de agentes de IA, sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma e atuar integrados aos processos de negócio.
Para Andréa Paiva, diretora da Pós-Tech da FIAP, essa mudança representa uma transformação profunda na forma como empresas desenvolvem tecnologia e organizam o trabalho. Ela explica que esse movimento acompanha a evolução apontada por estudos. Enquanto a IA generativa entra no chamado "vale da desilusão", fase em que a tecnologia precisa comprovar resultados concretos, os agentes de IA despontam como a principal tendência do setor.
A diretora da FIAP explica que, na prática, a orquestração de IA acontece em duas frentes. De um lado, gestores precisarão coordenar equipes híbridas, compostas por profissionais e agentes inteligentes trabalhando em conjunto. De outro, as áreas técnicas terão o desafio de integrar esses agentes às arquiteturas corporativas e aos sistemas já utilizados, garantindo segurança, desempenho e escalabilidade.
Essa mudança também altera o perfil esperado dos profissionais de tecnologia, já que ferramentas antes restritas à área técnica se tornaram acessíveis a diferentes perfis de usuários. Andréa explica que o valor do profissional deixa de estar apenas na capacidade de desenvolver código e passa a depender da compreensão dos problemas de negócio, da arquitetura dos sistemas, da segurança, da experiência do usuário e da escalabilidade das soluções.
As transformações provocadas pela IA e os novos desafios para profissionais e empresas estarão no centro da live IA Tech Trends, do Connect Summit 2026, evento gratuito da FIAP com o tema "A Era da Orquestração – Humanos, IA e o Futuro do Trabalho". Marcado para 18 de agosto, o encontro será conduzido por Andrea Paiva ao lado de Paulo Silveira, CVO do Grupo Alun, e Miguel Azevedo, diretor da Oracle Academy, e apresentará um panorama das principais tendências que estão moldando o mercado.
Andréa reforça que embora a inteligência artificial continue evoluindo rapidamente, o diferencial competitivo dos profissionais estará cada vez menos na execução de tarefas operacionais e mais na capacidade de conectar tecnologia às necessidades do negócio. "O profissional de tecnologia do futuro é aquele capaz de fazer a ponte entre o técnico e os problemas do negócio, comunicando-se com clareza tanto com as pessoas quanto com as máquinas", conclui.
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