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Os hábitos que ajudam a aumentar a testosterona naturalmente
A testosterona é o principal hormônio masculino, e seus níveis começam a diminuir naturalmente a partir dos 30 anos, em uma taxa média de cerca de ...
17/07/2026 08h57
Por: Redação Fonte: Agência Dino

A testosterona é o principal hormônio masculino e tem papel central na manutenção da energia, da massa muscular, da libido e do bem-estar geral. Com o avanço da idade, seus níveis tendem a cair de forma gradual, o que pode impactar diretamente a qualidade de vida. Hábitos simples do cotidiano, no entanto, são capazes de influenciar significativamente essa produção hormonal. O artigo apresenta os principais fatores que, segundo evidências científicas, contribuem para manter a testosterona em níveis saudáveis.

Exercício físico e produção hormonal

A atividade física figura entre os fatores com maior impacto comprovado sobre os níveis de testosterona. Estudo publicado no Journal of Endocrinology confirma que indivíduos que se exercitam regularmente apresentam níveis mais elevados do hormônio em comparação a sedentários. O treinamento resistido, como a musculação, demonstrou aumentar os níveis de testosterona a curto prazo, conforme revisão publicada na revista Sports Medicine.

Exercícios de alta intensidade e movimentos compostos, como agachamentos e levantamentos, apresentam os efeitos mais expressivos sobre a produção hormonal. Por outro lado, treinos excessivamente longos e sem recuperação adequada podem ter o efeito oposto, elevando os níveis de cortisol e reduzindo a síntese de testosterona.

Para o Dr. Fernando Marsicano, urologista com mais de 30 anos de experiência em Belo Horizonte e especialista em saúde masculina, "a prática regular de exercícios físicos é um dos pilares mais acessíveis para quem busca manter os níveis hormonais equilibrados". Ainda segundo o Dr. Fernando, "a combinação entre treino resistido e atividade aeróbica moderada produz resultados mais consistentes do que qualquer uma das modalidades isoladamente, e deve ser mantida de forma continuada para que os efeitos sobre a testosterona sejam sustentados ao longo do tempo".

Sono e controle do estresse

Na avaliação do Dr. Fernando Marsicano, "a qualidade do sono exerce influência direta sobre a produção de testosterona. O pico de síntese hormonal ocorre predominantemente durante o sono profundo, e homens que dormem menos de seis horas por noite podem registrar quedas expressivas nos níveis do hormônio em poucos dias. A recomendação é de sete a oito horas de sono contínuo, em ambiente escuro e silencioso, com horários regulares para dormir e acordar, o que favorece os ciclos de sono profundo e a secreção hormonal noturna".

Ele afirma que "o estresse crônico representa outro fator de impacto negativo sobre a testosterona. O cortisol, hormônio liberado em situações de estresse prolongado, atua como antagonista da testosterona, inibindo diretamente sua produção pelo organismo. Técnicas de manejo do estresse, como meditação, respiração diafragmática e atividade física regular, têm mostrado eficácia na redução dos níveis de cortisol e, consequentemente, na preservação do equilíbrio hormonal masculino. A combinação de sono de qualidade com rotinas de controle do estresse representa, portanto, uma estratégia dupla de proteção hormonal".

Alimentação e micronutrientes essenciais

Para o Dr. Fernando, "a dieta tem papel relevante na produção de testosterona. Nutrientes como zinco, magnésio e vitamina D estão diretamente associados à síntese hormonal e à regulação dos níveis circulantes do hormônio. O zinco, encontrado em alimentos como ostras, carnes vermelhas magras e sementes de abóbora, é essencial para o funcionamento das células produtoras de testosterona. A vitamina D, obtida principalmente pela exposição solar controlada, também apresenta correlação positiva com os níveis do hormônio, e sua deficiência é frequentemente identificada em homens com queda hormonal significativa".

Ele esclarece que "estudos indicam ainda que dietas ricas em gorduras saudáveis, como as presentes no abacate, nas nozes e no azeite de oliva, favorecem a produção hormonal ao fornecer substratos lipídicos necessários para a síntese de esteroides. Em contrapartida, o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, açúcares simples e álcool está associado ao aumento da gordura corporal visceral e à redução dos níveis de testosterona, além de elevar a inflamação sistêmica, que também interfere negativamente na produção hormonal".

Avaliação médica e acompanhamento especializado

Na avaliação do Dr. Fernando Marsicano, "a adoção de hábitos saudáveis é fundamental, mas não substitui o acompanhamento médico especializado, especialmente quando os sintomas de queda hormonal já estão presentes e comprometem a qualidade de vida".

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), estima-se que entre 15% e 20% dos homens acima de 50 anos apresentem sintomas clínicos e laboratoriais compatíveis com deficiência androgênica. Dr. Fernando Marsicano afirma que, "fadiga persistente, perda de massa muscular, redução da libido e alterações de humor são sinais que merecem investigação clínica e laboratorial, uma vez que podem indicar níveis de testosterona abaixo dos parâmetros adequados para a faixa etária do paciente. O diagnóstico correto é realizado a partir de exame de sangue específico e avaliação individualizada, considerando o histórico de saúde e os sintomas apresentados".

Em Belo Horizonte, a busca por acompanhamento urológico especializado tem crescido à medida que mais homens passam a compreender a relação entre saúde hormonal e qualidade de vida.

O Dr. Fernando Marsicano ressalta que "intervenções precoces, combinadas a mudanças consistentes no estilo de vida, produzem os melhores resultados na manutenção dos níveis hormonais e na prevenção das complicações associadas ao declínio progressivo da testosterona, cujos efeitos se acumulam de forma silenciosa ao longo dos anos".

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Assessoria de Imprensa.